sexta-feira, 14 de junho de 2013

A Leitura em Minha Vida

          

A Leitura em Minha Vida

          Tatiana Barbosa Bento


           Infelizmente são pouco os momentos que eu me lembro sobre a iniciação na escrita e leitura, mas o melhor e o mais engraçado foi quando na cartilha Caminho Suave a professora pediu para escrever dez palavras que começassem com a letra "S" e uma delas eu escrevi " suvaco".Lembro-me que naquele instante a professora soltou uma gargalhada, eu na inocência de uma criança de seis anos, sorri junto com ela, pois percebi que havia escrito algo engraçado, porém para mim a palavra existia e eu fazia uso dela junto com meus familiares.A professora explicou-me que o correto são axilas. Desde aquele instante jamais esqueci essa nova palavra que começa com "A".
           Sempre fui uma aluna aplicada em leitura e escrita. Todavia, na minha adolescência , passei por um período ruim ( depressão, síndrome do pânico e transtorno bipolar), precisava de uma fuga da realidade.Diante de tantos problemas que enfrentava, a solução foi mergulhar no universo literário.
           Lia muito escritores como Rosamund Pilcher ( escritora escocesa que descreve detalhes da Escócia em seus livros, e ao visitar esse país parecia que eu já morava lá há alguns anos), Sidney Sheldon ( uma variedade de romances e livros infanto juvenis), Daniele Steel ( lia para imaginar como seria o encontro com um verdadeiro amor da próxima personagem). Recordo-me que em um dia li um livro de 365 páginas, " O Juízo Final", de Sidney Sheldon, comecei e não conseguia parar até ver o final, pois era uma trama que envolvia diversos sentimentos intrigantes.
          Hoje eu ainda leio muito, mas não mais para fugir da realidade, sim para desfrutar momentos mágicos que a literatura traz. E um recurso para obter informações e estar atualizada, leio revistas e jornais.

Sonhando em Ler e Escrever


Sonhando em ler e escrever
Vicencia Rosemeire
Olá amigos (as)

         Minha primeira experiência com a escrita foi aos meus 4 aninhos, adorava pegar os grandes volumes literários que meu pai lia, abria em qualquer página e fazia que estava lendo, assim como via meu pai fazer (só que ele realmente lia) e eu o imitava. Ele achava engraçado e dizia : Um dia esta menina será uma escritora. E eu ficava maravilhada pela admiração de meu pai que sempre sentado em sua poltrona ao pé da lareira observava-me com meu mundo literário. O tempo passou e chegou a época de ir realmente à escola, que coisa maravilhosa, contava os minutos, segundos, era uma emoção inexplicável, quando minha mãe chamava-me dizendo que era hora de tomar banho e se trocar porque meu professor me esperava.

         As idas e vindas eram mágicas, sempre vinha cantarolando modinhas e versos que aprendia nas tardes ensolaradas com meus irmãos mais velhos, eles já cursavam o ensino básico (na época 3ºsérie primária meu irmão intermediário e 4º série minha irmã mais velha), que me ensinava quando balançava-nos nas gangorras feitas no quintal de casa pelo meu pai.
         As minhas primeiras palavras escritas foram com muitas dificuldades, rabiscadas em cadernos de caligrafia que na época era comum se dar aos alunos antes de escrever nos cadernos de brochuras (caderno muito usado na época), pela classe baixa da sociedade, a elite usava caderno espiral.
           Meu pai sempre valorizou o estudo, ele sempre incentivava os filhos, nunca admitiu que faltássemos na escola, e nas ferias fazia-nos deveres que ele mesmo passava ou mandava meus irmãos mais velhos assumir esta tarefa. Fui crescendo e aos poucos fui dominando a escrita, e a leitura já não imitava mais meu pai, ia devagar, lentamente juntando as palavras as sílabas as vezes me enrolava um pouco com as frases, mas nada que eu não pudesse desembaraçar e retornar a leitura.
         Formei-me no ensino médio, o tempo foi passando, fiz minha primeira faculdade (psicologia), queria entender o mundo, queria saber porque de tantas desavenças e desentendimento entre os seres humanos, que se diziam tão importantes e capazes. Cheguei a conclusão que temos alguns valores e outros que não queremos ou não admitimos que temos e jogamos fora com atitudes banais, desumanos, mas só porque assim queremos. Então tomei uma decisão, vou fazer algo de bom a quem quer e entrei na minha segunda área disciplinar, fui cursar letras, ali me realizei com a escrita e a fala, era o que me faltava, puder sonhar com Camões, Luiz Azevedo, Machado de Assis, Cora Coralina, e o meu mais querido e admirável poeta português "Fernando Pessoa", ele me trazia a realidade e ás vezes me leva a sonhar, como faz até hoje. Fiz mais algumas faculdade como : Teologia e pedagogia e uma pós em linguística. Só porque queria transmitir valores, esses que foi-me embutido desde criança pelos meus pais, e jamais quero perdê-los.
  Hoje quando vou a minha Unidade Escolar, vou com muito orgulho e dignidade, pois tenho alunos maravilhosos, muitos com dificuldades escritora/leitora, mas nada que um pouco mais de dedicação de nossa parte (professores/gestores) não possamos alcançar. Há também a falta de incentivo por parte dos governantes na melhor valorização dos profissionais da nossa área, mas nada que o tempo e a conscientização destes venham ao nosso favor. Acho que os primeiros passos já foram dados, agora é só uma questão de tempo.
                                                                           

sábado, 8 de junho de 2013

A leitura em nossa vida

Sou professora da Rede Estadual de Ensino de São Paulo, participo do curso" Melhor Gestão, Melhor Ensino". O objetivo deste blog é compartilhar experiências de leitura e escrita e mostrar que a leitura pode ser nossa amiga nos momentos de solidão, de tristeza, de mudança de vida, de alegria... Enfim, ela faz parte do nosso dia  a dia.





Para você refletir:
" A leitura engrandece a alma".
                      Voltaire

"Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro".
                                Henry Thoreay

"Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem"
                              Mario Quintana

"Dupla delícia: O livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado".


                              Mario Quintana
BELAS LEMBRANÇAS


    O prazer pela leitura entrou na minha vida quando eu era bem menina, dos seis aos sete anos, praticamente junto com a alfabetização.
    Meus pais não tinham o hábito de leitura e nem condições para comprar livros, mas eu tinha primos que liam gibis e o meu passeio predileto era ir à casa deles, pois lá eu sabia que encontraria muitas histórias em quadrinhos (Tio Patinhas, Pato Donald, Mickey, Mônica...); chegando, a primeira coisa que  fazia era procurá-las; sentava-me em uma grande poltrona e ficava lendo horas a fio. Que saudades!...
    Lembro-me também do primeiro livro que ganhei de um tio com uma dedicatória: "Do Tio Clóvis, Natal 1976". Faz um pouquinho de tempo, não é? O livro era lindo, capa dura, colorido e muito ilustrado: "A Abelhinha Feliz". Li e reli este livro muitas vezes. Viajei o mundo com aquela abelhinha... A partir daí a leitura faz parte da minha vida.

Selma Eliana Nogueira.